Advogado de Trump chama declaração de Lula sobre Flávio Bolsonaro de “recado mafioso”
Martin De Luca reagiu às falas do presidente sobre a possível perda da imunidade parlamentar do senador e ampliou o tom da disputa política em torno do caso

O advogado norte-americano Martin De Luca, ligado ao entorno do presidente dos Estados Unidos, Donald Terump, classificou como um “recado mafioso” uma declaração do presidente petista Lula envolvendo o senador Flávio Bolsonaro. A crítica foi feita após Lula comentar as implicações jurídicas que o parlamentar poderia enfrentar caso deixasse de contar com a proteção da imunidade parlamentar.
“Você se prepare, porque no dia 25, você vai perder imunidade e você vai ter problema, porque a sua vida tem muito inquérito que agora vai andar. Se os seus amigos não estão deixando andar, agora vai andar”, afirmou o presidente ao confrontar Flávio Bolsonaro no debate.
Em resposta, De Lula comentou: “Tem gente dizendo que isso é um ‘recado mafioso’”. Em outro post, De Luca voltou a falar sobre o comentário do petista e escreveu: “Lula, nós já entendemos. Prenda seus oponentes se não conseguir vencê-los nas urnas. Prenda os filhos deles também, por via das dúvidas”.
A manifestação de De Luca ocorreu em meio ao acirramento das tensões políticas entre apoiadores do governo e da oposição. O advogado já utilizou redes sociais em outras ocasiões para criticar decisões de autoridades brasileiras e posicionamentos do presidente Lula.
O debate ganhou força após discussões relacionadas a investigações e questionamentos judiciais envolvendo declarações feitas por Flávio Bolsonaro. O senador tem sustentado que suas manifestações públicas estão protegidas pela imunidade parlamentar, prerrogativa prevista na Constituição para resguardar a atuação de deputados e senadores no exercício do mandato.
O advogado afirmou que o tom da declaração extrapolaria o debate institucional e sugeriria uma tentativa de intimidação. A crítica foi repercutida por setores da oposição, que passaram a questionar os limites das manifestações presidenciais sobre investigações e processos envolvendo adversários políticos.
Com a repercussão do caso, a discussão sobre os limites da imunidade parlamentar, da liberdade de expressão e das manifestações de autoridades públicas voltou ao centro do debate político, tema que já tem sido analisado em diferentes frentes no meio jurídico e institucional brasileiro.





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