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Amigo de Lulinha faturou R$ 58 milhões e fez acordo para evitar prisão, revela Veja

31 de ago.
2 min de leitura



Revista aponta contratos milionários, mensagens e acordo penal firmado por empresário ligado a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em meio a investigações da Polícia Federal


Sérgio Lima e reprodução/Folhapress
Sérgio Lima e reprodução/Folhapress

A revista Veja trouxe à tona detalhes sobre a trajetória do empresário Cléber Ribas, dono da empresa de tecnologia 3Structure e amigo próximo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Segundo a publicação, Ribas acumulou R$ 58 milhões em contratos com órgãos federais durante o governo Lula e, em setembro de 2024, firmou um acordo de não persecução penal com o Ministério Público para evitar prisão em um caso de corrupção.


As apurações da Polícia Federal revelam mensagens trocadas entre Ribas e a lobista Roberta Luchsinger, que teria atuado como intermediária para aproximá-lo de figuras influentes em Brasília. Em conversas obtidas pela investigação, Luchsinger sugeria contratações de pessoas ligadas a Lulinha e organizava encontros com políticos e empresários, incluindo um jantar com a presença do filho do presidente e de seu sócio Fernando Bittar. Também foram mencionados contatos com Carlos Gabas, ex-ministro da Previdência.


O acordo penal firmado por Ribas decorre de um processo que investigava pagamentos de vantagens indevidas entre 2006 e 2010. De acordo com o Ministério Público, o empresário teria intermediado repasses de R$ 218 mil ao então presidente do Cepromat, Adriano Niehues, por meio da empresa Consist Software Solutions Inc. Para evitar a prisão, Ribas comprometeu-se a devolver valores a uma entidade social, informar mudanças de endereço e se abster de frequentar bares e casas de prostituição.


A revelação reacende discussões sobre tráfico de influência e corrupção envolvendo pessoas próximas ao presidente Lula. Enquanto Ribas afirma que suas atividades ocorreram “dentro da legalidade”, o caso amplia o cerco das autoridades em torno de contratos públicos e da atuação de aliados de Lulinha.



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