Com baixa adesão, ato liderado por Boulos contra anistia reúne 5.500 pessoas em SP

No último domingo, 30, Guilherme Boulos, deputado federal pelo PSOL, liderou um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, contra o projeto de lei 2.858 de 2022, que propõe a anistia os condenados pelos atos de 8 de janeiro. A manifestação reuniu cerca de 5.500 pessoas, número bem abaixo da expectativa inicial de 20.000 participantes prometida por Boulos.
O evento foi organizado pelos movimentos Povo Sem Medo e Frente Brasil Popular, com apoio de partidos como PT, PSOL e PCdoB, além de entidades sindicais como a CUT e a Apeoesp. Durante o ato, os manifestantes marcharam até o antigo prédio do DOI-Codi, símbolo da repressão política durante a ditadura militar.
Apesar da baixa adesão, o protesto foi marcado por discursos de figuras políticas como Lindbergh Farias (PT-RJ) e Erika Hilton (PSOL-SP), que reforçaram o coro de "sem anistia". Boulos também criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro.
"O mundo gira e nós ainda vamos ter oportunidade de pegar a Comissão de Direitos Humanos da Câmara e levar a marmita da Cozinha Solidária para ele lá na Papuda", disse Boulos, em referência ao ex-presidente, por recentemente ter se tornado réu por uma suposta tentativa de golpe de Estado.
A manifestação ocorreu em resposta a um ato pró-anistia realizado por apoiadores de Bolsonaro no Rio de Janeiro, duas semanas antes que, de acordo com a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), o evento reuniu 400 mil pessoas em Copacabana.





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