Defesa de Bolsonaro critica mobilização do STF por acesso a dados envolvendo Moraes
Advogados afirmam que pedidos de acesso integral às provas da ação da chamada “trama golpista” foram negados ou postergados durante o processo

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reagiu às movimentações de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para obter acesso amplo a documentos e dados relacionados ao caso que envolve o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo os advogados, o empenho demonstrado atualmente pela Corte contrasta com o tratamento dado às defesas dos acusados na ação penal conhecida como “trama golpista”.
A manifestação ocorreu após ministros do STF defenderem o acesso à íntegra de materiais reunidos nas investigações que apuram a suposta relação entre Moraes e Vorcaro. O debate ganhou força depois que o ministro André Mendonça retirou o sigilo de informações produzidas pela Polícia Federal, medida que ampliou a pressão dentro da Corte para análise completa dos dados antes de qualquer deliberação sobre o caso.
O advogado João Henrique de Freitas, integrante da equipe de defesa de Bolsonaro, argumentou que os pedidos formulados pelos investigados da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado buscavam exatamente o acesso integral aos elementos probatórios em posse da Polícia Federal. Segundo ele, essas solicitações teriam sido restringidas ou adiadas ao longo da tramitação do processo.
A crítica central da defesa é que o STF estaria adotando critérios distintos em situações semelhantes. Para os advogados, enquanto a obtenção de provas completas envolvendo um integrante da própria Corte passou a ser tratada com urgência, os réus da chamada “trama golpista” enfrentaram dificuldades para acessar a totalidade dos materiais utilizados na investigação.
O tema também remete a questionamentos apresentados anteriormente durante o julgamento de Bolsonaro. Na ocasião, o advogado Celso Villardi sustentou que a defesa não teve acesso integral aos dados da acusação.
Nos bastidores do Supremo, ministros aliados de Moraes defendem a tese de que qualquer análise sobre a abertura de investigação contra o magistrado seja precedida pelo exame completo dos dados obtidos pela Polícia Federal. Entre os argumentos apresentados estão questionamentos sobre a origem de parte das informações e a necessidade de acesso integral ao conteúdo extraído dos dispositivos investigados.





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