Flávio abre sigilos e pressiona Lula por transparência sobre cartão corporativo
Presidenciável afirma que despesas da Presidência são custeadas pelos contribuintes e defende divulgação de informações públicas

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) encaminhou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizações para a divulgação de seus dados bancários e telefônicos, ampliando a disputa política em torno da transparência de informações pessoais e públicas durante a campanha eleitoral.
Ao formalizar a abertura dos próprios sigilos, o senador também passou a cobrar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a divulgação dos gastos realizados por meio do cartão corporativo da Presidência da República, além dos registros de visitas ao gabinete presidencial. Segundo Flávio, essas informações envolvem recursos públicos e, por isso, deveriam estar acessíveis à sociedade.
Na petição apresentada ao TSE, a defesa do candidato argumenta que o debate sobre transparência deve priorizar despesas financiadas pelos contribuintes. O documento destaca que os gastos do cartão corporativo são pagos com recursos públicos e menciona auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontou elevado percentual de despesas classificadas como sigilosas ou reservadas entre 2023 e 2025.
Flávio também defendeu a divulgação dos registros de acesso ao gabinete presidencial, alegando que essas informações possuem caráter público e estão submetidas ao princípio da transparência administrativa. A cobrança ocorre em meio a uma série de trocas de desafios entre as campanhas sobre a abertura de dados pessoais e institucionais.
O episódio ganhou força após Lula autorizar o envio ao TSE de documentos relacionados aos seus sigilos bancário e fiscal. Em decisão recente, o ministro André Mendonça, do TSE, afirmou que cabe aos próprios candidatos decidir pela divulgação voluntária de seus dados, sem necessidade de intermediação da Justiça Eleitoral.
Ao justificar a cobrança, Flávio relembrou promessas de campanha feitas por Lula em favor da ampliação da transparência pública e afirmou que a divulgação dos gastos do cartão corporativo permitiria ao eleitor avaliar como os recursos públicos vêm sendo utilizados pela administração federal.





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