Flávio promete criar 500 mil vagas em presídios e defende punições mais duras para criminosos
Candidato à Presidência cita modelo de segurança adotado em El Salvador, propõe ampliação do sistema prisional e endurecimento de penas para crimes sexuais.

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que, se eleito, pretende ampliar em mais de 500 mil vagas a capacidade do sistema prisional brasileiro como parte de um conjunto de medidas voltadas ao combate à criminalidade. A declaração foi feita durante evento realizado em São Paulo, onde o senador apresentou propostas para a área de segurança pública.
Ao abordar o tema, Flávio afirmou que pretende endurecer o tratamento dado a criminosos condenados por crimes violentos, especialmente aqueles relacionados a abuso sexual contra mulheres e crianças. Entre as medidas defendidas pelo candidato estão o aumento do tempo de prisão para autores desses delitos e a adoção da chamada castração química para condenados por crimes sexuais.
Durante o discurso, o presidenciável também fez referência às políticas de segurança implementadas pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, conhecidas pelo fortalecimento do encarceramento de membros de organizações criminosas. Segundo Flávio, o modelo salvadorenho serve de inspiração para mudanças que pretende implementar no Brasil.
O candidato ainda afirmou que a ampliação da estrutura carcerária seria acompanhada por alterações na legislação penal, com o objetivo de aumentar penas para determinados crimes. Em declarações recentes, também defendeu punições mais severas para delitos como roubos e furtos, argumentando que o endurecimento das sanções contribuiria para reduzir os índices de violência no país.
As propostas integram o eixo de segurança pública da campanha de Flávio Bolsonaro e deverão ocupar posição central no debate eleitoral, tema que tradicionalmente figura entre as principais preocupações do eleitorado brasileiro.





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