Sob governo Lula, Dívida Pública Federal sobe para R$ 9,28 trilhões e mais da metade está atrelada à Selic

A Dívida Pública Federal (DPF) alcançou R$ 9,28 trilhões em julho deste ano, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O montante representa um avanço de 0,22% em relação ao mês anterior, resultado da apropriação de R$ 85,53 bilhões em juros, mesmo diante de um resgate líquido de R$ 65,14 bilhões. A composição da dívida revela um cenário de maior vulnerabilidade às oscilações da política monetária: 51,11% do estoque está vinculado à taxa básica de juros (Selic), o que eleva o custo de rolagem em um ambiente de juros elevados.
Além dos títulos flutuantes, 26,02% da dívida está indexada ao IPCA, 19,22% é prefixada e 3,65% atrelada ao câmbio. O prazo médio de vencimento dos papéis ficou em 4,94 anos, acima da meta estabelecida pelo Plano Anual de Financiamento (PAF), que previa entre 3,8 e 4,2 anos. Apesar disso, o estoque total já ultrapassa os limites projetados pelo PAF para 2026, que estimava entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões até o fim do ano.
A distribuição entre os detentores da dívida mostra que instituições financeiras concentram 31,34% do total, seguidas pela Previdência Social (22,73%), fundos de investimento (22,23%) e investidores estrangeiros, que detêm 9,82% — cerca de R$ 879 bilhões.
Sob o governo Lula, a gestão da dívida pública se tornou um dos principais desafios da política econômica. O aumento da participação de títulos indexados à Selic reflete a preferência dos investidores por papéis de menor risco em meio à volatilidade internacional e ao cenário doméstico de juros altos. Para especialistas, o quadro reforça a necessidade de equilíbrio entre gastos sociais e investimentos, sem perder de vista a sustentabilidade fiscal.
Em síntese, o crescimento da dívida pública federal, aliado à sua forte exposição à Selic, evidencia a pressão que os juros exercem sobre as contas públicas e coloca a administração da dívida no centro das preocupações econômicas do país.





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