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‘Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?’, comenta jovem antes de morrer em salto de rope jumping

14 de jun.
2 min de leitura


Jovem de 21 anos morre em salto de rope jump em Limeira, interior de São Paulo


Reprodução: fotomontagem
Reprodução: fotomontagem

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu neste sábado (13) em Limeira (SP) após cair de uma ponte de cerca de 40 metros durante a prática de rope jump. A jovem não estava presa ao equipamento de segurança no momento do salto. Minutos antes da tragédia, ela havia feito uma publicação nas redes sociais em tom de brincadeira: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”.


O acidente ocorreu na chamada Ponte do Esqueleto, ponto conhecido na cidade por receber praticantes de esportes radicais. Segundo a Polícia Civil, Maria Eduarda foi arremessada sem que a corda estivesse conectada ao sistema de segurança. A queda provocou politraumatismo, e a morte foi constatada ainda no local.


Três instrutores responsáveis pela atividade — Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 — foram presos em flagrante e indiciados por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte. A Justiça converteu a prisão em preventiva. Outros envolvidos chegaram a fugir para uma área de mata, mas foram localizados.


A repercussão foi imediata. O perfil da jovem nas redes sociais foi apagado horas após o acidente, enquanto amigos e familiares lamentaram a perda. A academia onde Maria Eduarda trabalhava divulgou nota ressaltando sua dedicação e alegria. A Prefeitura de Limeira também emitiu pesar e afirmou colaborar com as investigações.


O velório ocorreu neste domingo (14) em Jandira, na Grande São Paulo, cidade natal da jovem, seguido do sepultamento. A tragédia reacendeu o debate sobre a falta de fiscalização e regulamentação em esportes radicais como o rope jump, que ainda operam em áreas sem controle oficial. Testemunhas relataram que não houve checagem final antes do salto, evidenciando falhas graves nos protocolos de segurança.


O caso de Maria Eduarda expõe a necessidade urgente de normas mais rígidas e fiscalização constante para evitar que atividades de lazer se transformem em episódios fatais.



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