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Relatório da PF aponta suspeita sobre ligação de Toffoli a fundo que recebeu R$ 35 milhões de Daniel Vorcaro

11 de set.
2 min de leitura

Investigação menciona movimentações financeiras envolvendo empreendimento ligado à família do ministro; defesa nega qualquer posse de recursos no exterior


Reprodução: fotomontagem
Reprodução: fotomontagem

Um relatório da Polícia Federal anexado às investigações relacionadas ao caso Banco Master levantou a hipótese de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, possa ter sido o beneficiário final de um fundo de investimento que recebeu aportes de R$ 35 milhões do empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador da instituição financeira. As informações foram reveladas inicialmente pela revista piauí e repercutidas por diversos veículos de imprensa.


Segundo os investigadores, a suspeita gira em torno do Fundo de Investimento em Participações (FIP) Arleen, que mantinha participação societária no Tayayá Resort, empreendimento localizado no interior do Paraná e vinculado a Toffoli e seus familiares. A PF afirma ter identificado elementos que, analisados em conjunto, indicariam a possibilidade de o ministro figurar como proprietário de fato ou beneficiário final do fundo e de seus ativos.


O relatório, com cerca de 196 páginas, também descreve a transferência de parte dos recursos para uma holding registrada nas Ilhas Virgens Britânicas, território frequentemente classificado como paraíso fiscal. A investigação analisa a sequência de operações financeiras realizadas após mudanças na estrutura de controle do fundo, incluindo alterações que passaram a permitir investimentos no exterior.


A apuração menciona ainda que os aportes atribuídos a Vorcaro ocorreram em pelo menos duas etapas, somando R$ 35 milhões. Mensagens obtidas pelos investigadores indicariam preocupação do empresário com a concretização das operações relacionadas ao empreendimento turístico associado ao fundo.


Apesar das suspeitas registradas pela PF, o documento não apresenta conclusão definitiva sobre a propriedade dos recursos e aponta a necessidade de aprofundamento das análises. Em manifestações divulgadas pela imprensa, o gabinete de Dias Toffoli rejeitou as acusações e afirmou que o ministro nunca manteve, direta ou indiretamente, recursos fora do Brasil. A nota também sustenta que ele jamais realizou operações financeiras nas Ilhas Virgens Britânicas e nega qualquer participação em estruturas societárias no exterior.


O caso segue sob análise no Supremo Tribunal Federal e integra um conjunto mais amplo de investigações sobre movimentações financeiras e relações empresariais ligadas ao Banco Master e a seu ex-controlador.

 
 
 

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