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Servidores do IBGE ampliam greve nacional contra gestão de Márcio Pochmann

19 de ago.
2 min de leitura



Funcionários acusam presidente do instituto de decisões “autocráticas e ilegais” e de recusar diálogo com o sindicato há quase um ano; paralisação já atinge núcleos em diferentes estados e ameaça o calendário de pesquisas oficiais


Ricardo Stuckert/PR
Ricardo Stuckert/PR


A greve dos servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ganhou força nesta semana, com a adesão de novos núcleos em estados como Pará e Mato Grosso, além da continuidade da paralisação iniciada no Rio de Janeiro e na Bahia. O movimento, organizado pela Associação Nacional dos Servidores do IBGE (ASSIBGE-SN), denuncia a condução considerada “autocrática e ilegal” do presidente Márcio Pochmann, que, segundo o sindicato, se nega há 11 meses a receber representantes da categoria para negociações.


Entre as principais reivindicações estão reajuste salarial, garantia de direitos para trabalhadores temporários, revisão das regras de indenização de campo e a criação de comissões paritárias para discutir temas como o Programa de Gestão e o Concurso Nacional Unificado. Os servidores também exigem a eleição do Comitê de Carreira e a negociação dos dias paralisados em greves anteriores.


A crise se agravou após a direção do IBGE determinar que funcionários devem cumprir ordens hierárquicas “mesmo que discordem”, sob pena de punição disciplinar. Para o sindicato, a medida reforça o caráter centralizador da gestão e deslegitima a organização coletiva. “Não se trata apenas de salários, mas da defesa da autonomia institucional e da credibilidade do IBGE”, afirmou a entidade em nota.


Apesar da paralisação, o sindicato garante que indicadores socioeconômicos como desemprego e inflação não serão afetados no curto prazo. No entanto, há preocupação de que a continuidade da greve comprometa o calendário oficial de divulgação da PNAD Contínua e do PIB, dados fundamentais para o planejamento econômico e políticas públicas.


O impasse expõe um choque entre a gestão centralizadora de Pochmann e as demandas por participação democrática dos servidores. Caso não haja abertura de diálogo, a greve nacional pode se consolidar, ampliando o risco de erosão da confiança pública nos números produzidos pelo instituto.



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