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Embaixada deu suporte a mudança de Lulinha para Madri

1 de out.
2 min de leitura


Mensagens mostram atuação de diplomata em auxílio a aliada da família do filho do presidente; oposição volta a explorar relação com lobista investigada


Reprodução
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A divulgação de mensagens envolvendo a lobista Roberta Luchsinger, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e o então embaixador do Brasil em Madri, Orlando Leite Ribeiro, colocou novamente o tema no centro do debate político em meio ao cenário eleitoral. As conversas indicam que a representação diplomática brasileira na Espanha prestou apoio durante o processo de instalação da família do filho do presidente na capital espanhola.


Segundo informações reveladas pela imprensa, o contato ocorreu quando Lulinha organizava sua mudança para Madri, em 2025. As mensagens mostram que o embaixador auxiliou na busca por informações sobre escolas, ofereceu apoio institucional para visitas educacionais e manteve interlocução frequente com Roberta Luchsinger e com Renata Abreu Moreira, esposa de Lulinha.


O Ministério das Relações Exteriores confirmou que a embaixada forneceu contatos de instituições de ensino e argumentou que o compartilhamento de informações a brasileiros residentes ou em processo de mudança para o exterior faz parte das atribuições regulares das representações diplomáticas. A pasta também negou que veículos oficiais tenham sido utilizados para fins particulares, embora mensagens mencionem a possibilidade de apoio logístico durante a mudança.


O episódio ganhou repercussão adicional porque a proximidade entre Roberta Luchsinger e Lulinha já vinha sendo utilizada como argumento político por adversários do governo. A empresária aparece em investigações conduzidas pela Polícia Federal e sua relação com o filho do presidente tem sido alvo de questionamentos públicos nos últimos meses. A defesa da lobista sustenta que não houve qualquer irregularidade nas conversas e afirma que o auxílio prestado pela embaixada se enquadra nos serviços normalmente oferecidos a cidadãos brasileiros no exterior.


A discussão também remete a declarações anteriores do deputado federal Eduardo Bolsonaro, que chegou a afirmar que diplomatas poderiam ser alvo de retaliações em um eventual governo liderado por seu irmão, Flávio Bolsonaro. À época, o parlamentar criticava o que considerava alinhamento político de setores do serviço exterior brasileiro.


Embora o Itamaraty sustente que os procedimentos adotados foram compatíveis com a atuação consular e diplomática, a divulgação das mensagens amplia o desgaste político em torno da relação entre integrantes do governo, seus familiares e pessoas próximas investigadas por órgãos de controle.

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