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Flávio aceita abrir sigilos propostos por Lula, mas condiciona medida à ampliação da transparência

há 2 dias
2 min de leitura



Candidato do PL afirma que concorda com divulgação de dados bancários, fiscais e telefônicos, mas argumenta que petista não utiliza telefone próprio e exige acesso a informações de assessores e pessoas próximas


Reprodução: fotomontagem
Reprodução: fotomontagem

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (21) que aceita abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, conforme proposto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A adesão, porém, veio acompanhada condicionantes como a divulgação de informações relacionadas a assessores, familiares e pessoas próximas ao presidente.


Lula formalizou junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma autorização para a abertura de seus próprios sigilos e dos familiares pelos últimos oito anos, e sugeriu que o adversário adotasse procedimento semelhante.


Em resposta, Flávio protocolou petição no TSE afirmando estar disposto a tornar públicos seus dados e os de familiares, ampliando o período de análise para os últimos 20 anos. O senador, no entanto, sustenta que a iniciativa proposta por Lula seria insuficiente para revelar a totalidade das informações que considera relevantes ao debate público.


Um dos principais argumentos apresentados pelo candidato do PL é que Lula não utiliza telefone celular de forma habitual, o que, na avaliação de Flávio, reduziria o alcance prático da abertura do sigilo telefônico do presidente. Por isso, ele defende que a medida inclua o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, apontado por aliados do senador como uma das pessoas responsáveis pela intermediação de contatos do petista.


Além disso, Flávio cobra a divulgação de informações relativas ao Instituto Lula, gastos realizados por meio de cartões corporativos vinculados à Presidência da República e registros de reuniões e visitas em instalações oficiais do governo federal. A defesa do candidato argumenta que a ampliação do escopo permitiria uma análise mais abrangente das relações políticas e financeiras em torno do presidente.


A troca de desafios ocorre em meio à reta final da campanha eleitoral e elevou o tom do embate entre os dois candidatos. Enquanto Lula sustenta que a abertura recíproca dos sigilos seria suficiente para afastar suspeitas sobre ambos, Flávio afirma que a transparência só será efetiva se alcançar pessoas e estruturas que, segundo ele, exercem influência direta no entorno do presidente.


Agora, caberá à Justiça Eleitoral analisar os pedidos apresentados pelas duas campanhas e definir os desdobramentos jurídicos da disputa, que ganhou destaque no debate público nos últimos dias.

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