Flávio Bolsonaro pede ao TSE cassação de Lula e Alckmin por suposto apoio irregular de sindicatos
Ação eleitoral reúne mais de 45 entidades e cita declaração de dirigente sindical sobre repasse de recursos a comitês ligados à campanha petista

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) pedindo a cassação dos registros ou diplomas do presidente petista Lula (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). A representação sustenta que sindicatos, centrais sindicais, entidades estudantis e movimentos sociais teriam atuado de forma irregular em favor da campanha de reeleição do petista.
Segundo a ação, mais de 45 entidades são apontadas como integrantes de uma estrutura de apoio político e operacional à candidatura de Lula. Os advogados da campanha de Flávio alegam possível abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação e recebimento indireto de recursos provenientes de fontes vedadas pela legislação eleitoral.
Entre os principais elementos apresentados está um vídeo gravado durante um evento realizado na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Na gravação, o dirigente sindical Luiz Allan Kunzle, ligado ao Andes-SN, afirma que a entidade nacional estaria destinando recursos para comitês pró-Lula em diferentes estados do país. A declaração foi incorporada à petição como indício de eventual financiamento sindical à campanha presidencial.
A representação também cita a atuação de entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE), federações sindicais e movimentos sociais, que, segundo os autores da ação, teriam colocado estruturas físicas, canais de comunicação, funcionários e redes de mobilização a serviço da candidatura petista. A defesa de Flávio pede que a Justiça Eleitoral investigue os fatos e determine a interrupção de eventuais ações consideradas irregulares.
Além da cassação da chapa de Lula e Alckmin, o pedido inclui a declaração de inelegibilidade por oito anos dos candidatos e de dirigentes de entidades que, segundo a ação, tenham participado das supostas irregularidades. O processo será analisado pela Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral. Até o momento, a apresentação da ação representa apenas a versão da campanha autora da denúncia, cabendo ao TSE avaliar as alegações e as provas apresentadas.





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