Lobista reage com fúria após ser chamada de “pilantra” por Lula em sabatina televisiva
Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal, teria ficado “possessa” com a declaração do presidente, segundo aliados, e avalia dar resposta pública ao episódio

A entrevista de Luiz Inácio Lula da Silva ao Jornal Nacional, na última semana, abriu um novo flanco de desgaste político. Questionado sobre mensagens atribuídas à empresária Roberta Luchsinger e a seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o presidente reagiu dizendo: “O que uma pilantra pode fazer num telefone ou o que um cara qualquer pode fazer num telefone?”. A fala, transmitida em horário nobre, repercutiu imediatamente nos bastidores da campanha e entre aliados.
Segundo relatos publicados pela imprensa, Roberta Luchsinger ficou “possessa” ao ouvir a declaração e se sentiu abandonada pelo presidente. Pessoas próximas afirmam que ela considerou injusto ter sido atacada enquanto Lula defendeu outros nomes citados nas investigações, como Lulinha e o senador Jaques Wagner. A empresária teria manifestado indignação e cogitado conceder entrevistas, movimento que preocupa aliados do presidente por potencializar a crise.
Roberta Luchsinger ganhou notoriedade em 2017, quando anunciou a intenção de doar cerca de R$ 500 mil em bens e joias para ajudar Lula após o bloqueio de seus ativos — gesto que acabou não se concretizando por entraves judiciais. Nos últimos anos, passou a ser investigada pela Polícia Federal em inquéritos sobre suposto tráfico de influência e corrupção envolvendo o INSS. Apesar de negar irregularidades, seu nome voltou ao centro da cena política após a fala de Lula, especialmente porque há registros fotográficos dela ao lado do presidente em diferentes ocasiões entre 2018 e 2023.
A oposição aproveitou o episódio para divulgar imagens de Lula com Roberta, acusando-o de contradição. Em resposta, a campanha petista divulgou nota oficial negando qualquer relação “pessoal, profissional ou política” entre o presidente e a lobista. Analistas políticos avaliam que o caso amplia a pressão sobre Lula em um momento crucial da corrida eleitoral, já que a propaganda gratuita acaba de começar e o episódio pode ser explorado por adversários.
A situação expõe a fragilidade da relação entre Lula e Roberta Luchsinger e adiciona tensão ao cenário político. A reação “possessa” da empresária, relatada por aliados, reforça a percepção de que o caso ainda terá desdobramentos.





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