Lula evita perguntas sobre Lulinha e Marcola após cerimônia do Dia do Soldado
Presidente destacou defesa nacional e ingresso de mulheres no Exército, mas deixou o local sem comentar investigações que envolvem seu filho e ex-assessor

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta terça-feira da cerimônia do Dia do Soldado, realizada no Quartel-General do Exército, em Brasília. Após o evento, concedeu uma breve fala à imprensa, mas deixou o local sem responder às perguntas sobre as investigações da Polícia Federal que citam seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o “Marcola”. Ambos são investigados por suposto tráfico de influência.
Ao falar sobre defesa nacional, Lula ressaltou que o tema deve ser tratado como prioridade estratégica. “Para um País que tem 16.800 km de fronteira seca, 8 mil km de fronteira marítima, a maior reserva florestal do mundo, possivelmente a primeira ou segunda reserva de minerais críticos, que tem 215 milhões de habitantes e petróleo a 300 km da margem do nosso oceano, a defesa não pode ser algo quando sobrar dinheiro”, afirmou aos jornalistas.
O presidente também destacou a entrada inédita de mulheres no Exército brasileiro, classificando a mudança como uma “revolução comportamental dos homens”, ao reconhecer que os militares passaram a incentivar a participação feminina. “Elas são as primeiras recrutas do Exército, que entraram neste ano, e estão preparadas para mostrar que mulher pode estar em qualquer lugar, fazer qualquer coisa, desde que ela queira fazer”, disse Lula.
As investigações da Polícia Federal sobre Lulinha surgiram como desdobramento de apurações ligadas a fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS. Embora não seja alvo direto, documentos da PF mencionam seu nome em conexões com suspeitos. A defesa nega qualquer envolvimento e afirma que não há provas de irregularidade. Já Marcola, ex-assessor de Lula, também é investigado por suposto tráfico de influência.
A postura do presidente em evitar o tema reforça a estratégia de não comentar investigações em andamento, envolvendo pessoas ligadas ao seu governo. Em ocasiões anteriores, Lula afirmou que não interfere nas apurações da Polícia Federal e que, caso seu filho tenha cometido irregularidades, deverá responder por seus atos.





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