Mortes Yanomami crescem no governo Lula e superam números da gestão Bolsonaro
Dados oficiais revelam aumento de óbitos entre indígenas, enquanto governo aponta avanços na saúde e STF articula missão conjunta para acompanhar crise humanitária

Os números mais recentes enviados pelo Ministério da Saúde ao Congresso mostram que as mortes no território Yanomami dispararam durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Entre 2023 e 2025, foram registradas 1.121 mortes, superando os 951 óbitos contabilizados no mesmo período da gestão Jair Bolsonaro. A crise, marcada por doenças e impactos do garimpo ilegal, já mobiliza o Supremo Tribunal Federal (STF), que articula uma missão conjunta com o Congresso para acompanhar de perto a situação.
Apesar da criação do Ministério dos Povos Indígenas, chefiado por Sonia Guajajara, e de investimentos em saúde e assistência, os indicadores continuam alarmantes. O presidente do STF, ministro Edson Fachin, busca articulação com a senadora Damares Alves, presidente da Comissão de Direitos Humanos, para uma visita oficial ao território.
O governo Lula, por sua vez, afirma que os números refletem maior rigor na vigilância e que houve subnotificação de óbitos durante o governo anterior. Em defesa de sua gestão, o Executivo destaca avanços:
Redução de 29,5% nos óbitos entre o primeiro semestre de 2023 e o mesmo período de 2026.
Mortes por malária zeradas.
Queda de 75,7% nas mortes por desnutrição e de 40,8% por infecção respiratória aguda.
Ampliação da vacinação, com aumento de doses aplicadas de 11.273 para 20.267.
Reabertura de polos de saúde, hoje somando 37 polos-base e 40 unidades básicas.
Combate ao garimpo ilegal, com redução de cerca de 99% na abertura de novas áreas entre 2024 e 2026 e prejuízo estimado de R$ 768 milhões às atividades clandestinas.
O contraste entre os dados brutos e os indicadores de saúde evidencia a complexidade da crise. Enquanto os números absolutos de mortes cresceram, o governo sustenta que a melhora nos serviços e na vigilância explica parte do aumento dos registros. A pressão institucional, com STF e Congresso envolvidos, reforça a urgência de medidas concretas para garantir a sobrevivência e a dignidade dos povos indígenas na Amazônia.





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