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“Tenho orgulho do STF”, diz Lula no NYT após condenação de Bolsonaro

14 de set. de 2025
2 min de leitura

Segundo petista, tarifas dos EUA não afetam só comércio, mas ameaçam soberania do Brasil ao tentar proteger Bolsonaro com Lei Magnitsky


Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil


O presidente Lula (PT) afirmou em artigo publicado neste domingo, 14, no jornal americano The New York Times que o Brasil mantém um diálogo “aberto e franco” com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas disse que “a democracia e soberania do Brasil não estão na mesa de discussão”.


O artigo foi publicado pouco depois do Supremo Tribunal Federal (STF) condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão por sua participação na chama trama golpista.


Lula disse que se orgulha da decisão do Supremo: “Tenho orgulho do Supremo Tribunal Federal do Brasil por sua decisão histórica… Isso não foi uma ‘caça às bruxas’”.


Segundo o petista, o julgamento “resultou de um processo conduzido de acordo com a Constituição de 1988, promulgada após duas décadas de luta contra uma ditadura militar”. Ele também cita investigações que revelaram planos para assassinar o presidente, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo.


O artigo responde, em parte, ao aumento de tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros, de 50%, imposto em agosto. Lula classificou a medida como “não apenas equivocada, mas também ilógica” e disse que “a falta de racionalidade econômica por trás dessas medidas deixa claro que a motivação da Casa Branca é política”.


Lula afirmou ainda que o Brasil está aberto a negociações que tragam benefícios mútuos e citou um discurso de Trump na ONU em 2017: 

“É assim que vejo a relação entre o Brasil e os Estados Unidos: duas grandes nações capazes de se respeitarem mutuamente e cooperarem para o bem de brasileiros e americanos.”


O presidente também rebateu críticas americanas sobre perseguição judicial a big techs e o sistema de pagamentos brasileiro, o Pix. 


“Essas alegações são falsas. Todas as plataformas digitais, sejam nacionais ou estrangeiras, estão sujeitas às mesmas leis no Brasil”, escreveu. 

Sobre o Pix, afirmou que o sistema possibilitou “a inclusão financeira de milhões de cidadãos e empresas”.


Disse que o aumento de tarifas dos EUA sobre produtos nacionais não prejudica apenas o comércio, mas também a soberania do país, ao tentar proteger Bolsonaro de punições legais, usando a Lei Magnitsky.


Via O Antagonista

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