Tensão entre STF e Polícia Federal se agrava: Mendonça e Andrei Rodrigues sem perspectiva de acordo

A relação entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, permanece marcada por forte tensão e sem sinais de distensão. Desde fevereiro, quando Mendonça assumiu a relatoria de inquéritos sensíveis — como o caso do Banco Master e as fraudes em descontos do INSS —, decisões do magistrado restringindo o acesso da cúpula da PF a informações foram interpretadas pela corporação como interferência indevida.
A resposta da PF veio em forma de contestação junto à Advocacia-Geral da União (AGU), que alegou violação da autonomia institucional. O clima se agravou em agosto, quando os 27 superintendentes regionais divulgaram uma nota conjunta em defesa de Rodrigues, reforçando a insatisfação com a postura do ministro.
Tentativas de mediação conduzidas pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e pelo ministro da Justiça, Wellington César, não surtiram efeito. Mendonça cobra maior rapidez da PF nas apurações, enquanto Rodrigues resiste a ampliar o diálogo e defende a independência da corporação.
Entre os pontos de atrito estão a determinação de Mendonça para que todos os atos da investigação sobre o INSS fossem anexados ao processo sob sua relatoria, a divergência sobre novos inquéritos envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a demora da PF em entregar relatórios sobre o Banco Master.
Sem acordo à vista, interlocutores avaliam que o impasse tende a se prolongar, expondo uma impasses entre o STF e a PF.





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