TSE suspende sistema de filiação após fraude envolvendo Flávio Bolsonaro
Senador do PL foi registrado indevidamente no partido Missão; Corte nega ataque hacker e investiga uso irregular de credenciais

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a suspensão temporária do sistema de filiação partidária depois que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, apareceu indevidamente vinculado ao partido Missão. A medida foi anunciada na quinta-feira (13), a menos de dois meses do primeiro turno das eleições, e busca evitar novas fraudes no registro de candidaturas.
Segundo o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, a filiação incorreta foi imediatamente cancelada e restabelecida ao PL, legenda pela qual Flávio concorre. O TSE esclareceu que não houve ataque hacker, mas sim uso irregular das credenciais do partido Missão para efetuar a alteração.
O episódio não se restringiu ao senador: houve também tentativa de modificar a filiação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas a mudança não foi efetivada. Em nota, o partido Missão afirmou ter sido vítima da fraude e acionou a Polícia Federal para investigar o caso.
Flávio Bolsonaro reagiu em vídeo, dizendo ter sido alvo de “jogo sujo” e acusando adversários de tentar inviabilizar sua candidatura. Já especialistas em direito eleitoral apontam que o incidente expôs vulnerabilidades no sistema de registro da Justiça Eleitoral, reforçando a necessidade de maior rigor na verificação das filiações.
A Procuradoria-Geral Eleitoral acompanha as investigações, enquanto o TSE trabalha para garantir a integridade do processo. O caso, ocorrido em plena corrida eleitoral, intensifica a pressão sobre a Justiça Eleitoral para assegurar transparência e credibilidade nas eleições.





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