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Dinheiro desviado em esquema de corrupção teria financiado jogos de azar e viagens

17 de ago.
2 min de leitura


Promotores apontam uso de recursos ilícitos para bancar apostas no “tigrinho”, além de viagens e bens pessoais


Reprodução com remodelagem na IA
Reprodução com remodelagem na IA


O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) apresentou, na quarta-feira (12), seis denúncias à Justiça Federal contra 20 pessoas investigadas por corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo os promotores Lauro Freitas Jr., coordenador do Centro de Inteligência (CI), e Danyllo Colares, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), parte dos valores desviados — que somam mais de R$ 5 milhões — teria sido utilizada para financiar jogos de azar, incluindo o popular “tigrinho”, além de viagens e aquisição de bens pessoais dos denunciados.


As denúncias envolvem integrantes do próprio Ministério Público, delegados e policiais civis, advogados e servidores públicos. Entre os nomes citados estão Isaías Medeiros de Oliveira (procurador de justiça), Luiz Márcio Teixeira Cypriano e Juliana Dias Ferreira de Pinho Nobre (promotores de justiça), Arthur Afonso Nobre de Araújo Sobrinho e Carlos Daniel Fernandes de Castro (delegados da Polícia Civil), além de outros servidores que, segundo o MPPA, atuaram para interferir em investigações e procedimentos judiciais.


Na cota ministerial que acompanha a denúncia, o MPPA requereu a perda dos cargos públicos ocupados pelos acusados, a manutenção do afastamento cautelar das funções e a suspensão do porte de armas de fogo, sejam funcionais ou particulares. O documento também cita advogados e particulares envolvidos no esquema, como Carlos Reuteman Santos da Silva, Rodrigo Tavares Godinho, Thiago Cordeiro Gaby e Davi Jonatas Brito Neves, que confessaram os delitos e celebraram Acordo de Não Persecução Penal.


O caso expõe uma rede complexa de corrupção que, além de desviar recursos públicos, teria sustentado práticas ilícitas como jogos de azar e viagens particulares, revelando a profundidade da infiltração criminosa em instituições que deveriam zelar pela legalidade. A Justiça Federal agora analisará as denúncias e os pedidos de afastamento e perda de função, em um processo que promete repercussão significativa no cenário jurídico e político do Pará.



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