“Faz o L”: Eduardo Bolsonaro comenta crise da Casas Bahia
Rede fecha 298 lojas e demite quase 2 mil funcionários em meio a prejuízos bilionários

A crise da Casas Bahia, uma das maiores redes varejistas do país, atingiu um novo patamar nesta semana com o fechamento de 298 lojas em apenas dois dias e a demissão de aproximadamente 1,9 mil trabalhadores. O movimento faz parte de um processo de reestruturação financeira da companhia, que acumula prejuízos de R$ 1,064 bilhão apenas no primeiro trimestre de 2026, após já ter registrado perdas próximas de R$ 3 bilhões em 2025.
O impacto econômico rapidamente se transformou em pauta política. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) comentou uma publicação do influenciador financeiro Thiago Nigro, conhecido como “O Primo Rico”, sobre o fechamento das lojas. Nos comentários, Eduardo escreveu “Faz o L”, expressão usada por opositores para ironizar eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, responsabilizando o governo pela crise econômica. A frase repercutiu nas redes sociais e foi acompanhada por manifestações de outros políticos, como a deputada Julia Zanatta (PL-SC), que afirmou que “a conta de fazer o L está cada vez mais cara”.
A decisão da Casas Bahia de reduzir quase 30% de sua rede física reflete a dificuldade em manter a rentabilidade diante de juros altos, endividamento das famílias e queda no consumo. Embora a receita bruta da companhia tenha crescido 6,4% no início de 2026, o peso das despesas financeiras e dívidas acumuladas inviabilizou a recuperação. A empresa aposta agora no avanço do comércio eletrônico, enquanto enxuga sua presença física.
O comentário de Eduardo Bolsonaro reforça a polarização em torno da crise econômica. Enquanto opositores atribuem os problemas ao governo federal, especialistas apontam que a situação da Casas Bahia está ligada principalmente a má gestão financeira, endividamento elevado e mudanças no perfil de consumo. A própria empresa, em nota recente, reafirmou sua neutralidade político-partidária, destacando que não se posiciona em disputas ideológicas.
Com o fechamento das lojas e a possibilidade de que as demissões cheguem a 3 mil pessoas, a Casas Bahia enfrenta um dos momentos mais delicados de sua história. O mercado aguarda os próximos balanços para avaliar se a reestruturação será suficiente para conter as perdas e reposicionar a marca em um cenário cada vez mais competitivo no varejo digital.





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