EUA anunciam expansão da guerra às drogas para operações terrestres na América Latina
Secretário de Defesa Pete Hegseth afirma que Washington busca replicar em solo o impacto obtido com ataques a embarcações suspeitas; medida envolve países da Coalizão Anticartéis das Américas e gera críticas sobre soberania e direitos humanos

Durante entrevista coletiva no Panamá, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, confirmou que o país pretende ampliar sua ofensiva contra o narcotráfico na América Latina para operações em terra. A iniciativa, segundo ele, será conduzida em parceria com países como Colômbia e Equador, integrantes da Coalizão Anticartéis das Américas, formada por 19 governos da região.
Hegseth destacou que o objetivo é alcançar em território terrestre o “mesmo efeito” obtido com os ataques a embarcações suspeitas de transportar drogas, realizados desde setembro de 2025 no Caribe e no Pacífico. Essas ações já resultaram em mais de 200 mortes, segundo dados oficiais.
O secretário comparou os cartéis latino-americanos a organizações terroristas como o ISIS e a Al-Qaeda, afirmando que serão tratados como tal.
A decisão marca uma nova etapa da política antidrogas do governo Trump, que em junho passou a classificar facções brasileiras como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, ainda que o Brasil não faça parte da coalizão. A Colômbia, por sua vez, autorizou operações conjuntas com forças americanas, ampliando a presença militar dos EUA na região.





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