Flávio Bolsonaro mira modelo Bukele e promete endurecer segurança
Flávio Bolsonaro afirmou que pretende criar um Ministério da Segurança Pública caso seja eleito presidente e disse estar inspirado no modelo de combate ao crime adotado por Nayib Bukele em El Salvador. O senador também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusando-o de “defender bandidos”

O candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, declarou neste domingo (30) que, se eleito, criará um Ministério da Segurança Pública exclusivo, desvinculado da pasta da Justiça. A proposta, segundo ele, busca integrar forças estaduais e municipais em um plano nacional de combate ao crime. A declaração foi feita após encontro em São Paulo com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, país que se tornou referência internacional pela política de segurança implementada pelo presidente Nayib Bukele.
Flávio destacou que o encontro foi “inspirador” e que pretende adotar medidas semelhantes às salvadorenhas, que incluem endurecimento da legislação penal e ampliação da capacidade do sistema prisional. “Foi uma reunião que nos inspira bastante para que possamos implementar um plano muito eficaz e firme para defender os cidadãos, para defender as vítimas e não os bandidos, como faz o atual governo”, afirmou o senador, em crítica direta ao presidente Lula.
O modelo Bukele
O regime de segurança de El Salvador, iniciado em 2022, decretou estado de exceção e promoveu prisões em massa de suspeitos de ligação com gangues. Segundo dados oficiais, o país reduziu de quase 4 mil homicídios em 2015 para apenas 82 em 2025, uma queda de 98%. O governo também afirma ter zerado a impunidade em casos de homicídio.
Apesar dos números, o modelo é alvo de críticas de organizações internacionais, como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).
Ao se alinhar ao modelo de Bukele, Flávio Bolsonaro reforça o tom de confronto com o governo petista e aposta em um discurso de endurecimento contra o crime organizado. A estratégia, porém, abre espaço para debates sobre os limites entre segurança e direitos fundamentais, tema que deve marcar a disputa eleitoral nos próximos meses.





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