Luchsinger chamava Lulinha de sócio em mensagens e áudios obtidos por investigação
Registros de conversas entre 2023 e 2024 mostram a lobista se referindo ao filho do presidente como parceiro de negócios, em contraste com versão apresentada à Polícia Federal

Mensagens de texto e áudios atribuídos à empresária e lobista Roberta Luchinger mostram que ela se referia repetidamente a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, como seu sócio em conversas mantidas com diferentes interlocutores entre 2023 e 2024. O material veio a público em reportagem divulgada nesta quinta-feira e reúne ao menos oito registros nos quais a empresária utiliza a expressão para identificar o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os diálogos ganharam relevância porque, em depoimento prestado à Polícia Federal em maio deste ano, Roberta Luchsinger afirmou que sua relação com Lulinha se limitava a uma amizade e negou ter realizado repasses financeiros a ele. Entre as conversas reveladas, uma das que mais chamou atenção foi um áudio enviado em 22 de fevereiro de 2024. Na gravação, ao comentar compromissos de sua agenda, a empresária afirma: “E o Fábio, meu sócio, já viajou para Barcelona. E aí eu tenho que correr com as coisas, né?”.
Outras mensagens seguem o mesmo padrão. Em junho de 2024, ao conversar com uma pessoa identificada como gerente de um hotel em Paris, Roberta Luchsinger escreveu que estava com “meu sócio e a família”, acrescentando em seguida que se tratava do “filho do presidente Lula”. Já em maio daquele ano, afirmou permanecer parte da semana em Brasília ao lado de “meu sócio q é filho do pr”, em referência ao presidente da República.
Também aparecem registros em que a empresária encaminha mensagens de Lulinha a terceiros e o apresenta diretamente como “meu sócio, Fábio”. Em outro áudio, ela menciona uma empresa envolvendo Lulinha e o empresário Fernando Bittar, reforçando a existência de uma parceria empresarial.
A relação entre Roberta Luchsinger e Lulinha é alvo de investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal. Os inquéritos apuram suspeitas relacionadas a tráfico de influência, corrupção e lavagem de dinheiro em negociações ligadas a órgãos do governo federal.





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