Milei volta a criticar governo brasileiro e diz esperar mudança de rumo político no país
Presidente argentino afirmou que espera que o Brasil abandone o que classificou como um “curso socialista decadente” e retome políticas alinhadas à agenda liberal

O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a direcionar críticas ao governo brasileiro ao declarar, nesta quarta-feira, que espera que o Brasil rompa com aquilo que chamou de “curso socialista decadente”. A manifestação ocorreu após sua participação na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
Questionado por jornalistas sobre temas relacionados à cooperação regional e à possibilidade de o Brasil integrar iniciativas internacionais de segurança no continente, o mandatário argentino afirmou que a decisão cabe exclusivamente aos brasileiros. Apesar disso, aproveitou a oportunidade para defender uma mudança na orientação política do país, argumentando que o Brasil deveria voltar a adotar princípios associados à liberdade econômica e ao liberalismo.
As declarações ampliam a sequência de divergências públicas entre Milei e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde que assumiu a Casa Rosada, o líder argentino tem feito críticas frequentes à esquerda latino-americana e adotado um discurso favorável ao livre mercado, em contraste com posições defendidas pelo governo brasileiro.
O posicionamento também ocorre em meio ao cenário político brasileiro. Milei tem demonstrado proximidade com setores da direita nacional e já declarou apoio público ao senador Flávio Bolsonaro, apontado por ele como representante de uma agenda liberal para o país. Em eventos recentes, o presidente argentino reforçou a expectativa de que o Brasil passe por mudanças políticas nos próximos anos.
Durante sua passagem pela ONU, Milei voltou a criticar modelos econômicos associados ao socialismo e reafirmou sua defesa de reformas liberais como caminho para o crescimento econômico e a redução da intervenção estatal. A fala sobre o Brasil se insere nesse contexto e reforça o discurso que tem marcado sua atuação internacional desde o início do mandato.
As declarações tendem a repercutir no debate político regional, especialmente em um momento de atenção às relações entre Brasil e Argentina, principais economias da América do Sul e parceiros estratégicos no Mercosul.





Comentários