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PF aponta suposto esquema de lucro em contratos de cannabis envolvendo Lulinha e lobista

20 de ago.
2 min de leitura


Investigação revela conversas sobre divisão de 20% de faturamento em negócios com o governo


Reprodução: fotomontagem
Reprodução: fotomontagem

A Polícia Federal apura um suposto esquema de articulação de contratos de fornecimento de produtos à base de cannabis medicinal ao governo federal, envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a lobista Roberta Luchsinger. Segundo mensagens obtidas pela investigação, o plano previa a divisão de 20% do faturamento da empresa entre os participantes, com a promessa de influência política para viabilizar os negócios.


As conversas citam ainda o advogado Otto Medeiros, descrito pela lobista como “bem influente” e suposto “sócio” do ministro Kassio Nunes Marques, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral. O ministro, no entanto, negou qualquer sociedade, afirmando manter apenas amizade com Medeiros e declarando-se impedido em processos conduzidos por ele.


Documentos indicam que a proposta foi encaminhada ao ex-chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, mas não avançou dentro do Ministério da Saúde. A pasta reforçou que “nunca houve possibilidade de contratar cannabidiol”, já que o produto não está incorporado ao SUS.


A defesa de Lulinha sustenta que ele não pode ser responsabilizado por declarações de terceiros e questiona a autenticidade das mensagens atribuídas a Roberta Luchsinger. Já os advogados da lobista criticam a divulgação das informações e pedem investigação sobre supostos vazamentos.


O caso surge em meio a inquéritos no Supremo Tribunal Federal contra Lulinha por suspeita de tráfico de influência e corrupção. O presidente Lula declarou que o filho deve se apresentar à Justiça para prestar esclarecimentos, destacando que não está acima da lei.


A investigação expõe uma rede de articulações entre lobistas, advogados e figuras próximas ao governo, com promessas de lucros elevados em contratos de cannabis medicinal. O episódio amplia a pressão política sobre Lulinha e gera desconforto no entorno do presidente.



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