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“Pode cometer o crime que for”, teria dito “cara da PF” a Vorcaro, apontam mensagens apreendidas

16 de set.
2 min de leitura

Relato encontrado no celular do ex-banqueiro amplia controvérsia sobre relações mantidas com autoridades durante evento em Londres


Reprodução
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Mensagens obtidas no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master revelam que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou a um parceiro de negócios ter recebido uma garantia informal de um interlocutor identificado apenas como “cara da PF”. Em uma conversa registrada em 26 de abril de 2024, Vorcaro escreveu: “Cara da PF já disse: pode cometer o crime que for kkkkk”, segundo conteúdo revelado por reportagens publicadas nesta semana.


O diálogo ocorreu enquanto Vorcaro participava do I Fórum Jurídico Brasil de Ideias, em Londres, evento que reuniu integrantes do Judiciário, do Ministério Público e do governo federal. Na ocasião, o ex-banqueiro trocava mensagens com o empresário mineiro Flávio Carneiro e descrevia um encontro reservado realizado no clube George, em Mayfair, um dos bairros mais exclusivos da capital britânica.


Nas conversas, Vorcaro relatou um ambiente de grande descontração entre os participantes. Em outra mensagem, afirmou que o grupo participava de um “petit comité” com charutos e comentou que, se revelasse as conversas travadas no local, causaria espanto ao interlocutor. As investigações apontam que do encontro participaram o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, além de ministros do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal Superior Eleitoral. Dados extraídos do celular de Vorcaro registraram uma despesa de US$ 640,8 mil com a confraternização, valor equivalente a cerca de R$ 3,3 milhões pela cotação da época.


O conteúdo das mensagens passou a integrar os elementos analisados pela Polícia Federal no caso Banco Master. Até o momento, não há confirmação sobre a identidade da pessoa mencionada como “cara da PF”, nem evidência pública de que a frase tenha sido efetivamente dita por algum integrante da corporação. A declaração aparece apenas como relato feito por Vorcaro em conversa privada.


A revelação ocorre em meio ao avanço das apurações sobre a atuação do ex-banqueiro e seus contatos com autoridades. Relatórios da investigação também identificaram outras mensagens atribuídas a Vorcaro nas quais ele fazia referências a integrantes da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República em discussões relacionadas ao futuro do Banco Master.

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