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Vorcaro aponta repasses milionários a grupo político ligado a Jaques Wagner em proposta de delação rejeitada

25 de set.
2 min de leitura


Acusações envolvem supostos pagamentos mensais relacionados à operação do Credcesta na Bahia, mas não foram consideradas suficientemente comprovadas por PF e PGR


Folhapress
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O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, afirmou em uma proposta de colaboração premiada que um grupo político ligado ao senador Jaques Wagner (PT-BA) teria recebido cerca de R$ 3 milhões por mês em supostas vantagens indevidas associadas à exploração do cartão consignado Credcesta, na Bahia. A informação foi divulgada inicialmente pelo UOL e repercutida por diversos veículos de imprensa.


Segundo o relato apresentado por Vorcaro às autoridades, aproximadamente R$ 2 milhões mensais teriam sido transferidos por meio de contratos envolvendo a empresa PKL One, enquanto R$ 1 milhão seria entregue em espécie. O ex-banqueiro também alegou a existência de outros mecanismos de repasse, incluindo distribuição de lucros, dividendos e contratos sem efetiva prestação de serviços. As declarações fazem parte de uma proposta de delação premiada encaminhada à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). No entanto, os órgãos rejeitaram o acordo por entenderem que os relatos apresentados não vieram acompanhados de elementos de corroboração considerados suficientes para validar as acusações. De acordo com as reportagens publicadas, o próprio Vorcaro afirmou não ter presenciado diretamente os supostos pagamentos, sustentando que tomou conhecimento do esquema por meio de seu então sócio, Augusto Lima, também citado no caso.

O centro das alegações é o Credcesta, produto financeiro voltado a servidores públicos baianos. A operação do cartão passou a ser alvo de investigação em meio a suspeitas relacionadas ao processo de privatização da antiga Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), tema que já vinha sendo acompanhado pela Polícia Federal. As defesas dos envolvidos repudiaram as acusações. Jaques Wagner e Augusto Lima negaram qualquer participação em irregularidades e ressaltaram a ausência de provas que sustentem o conteúdo apresentado. Já a defesa de Vorcaro declarou não reconhecer a autenticidade e a integridade dos documentos divulgados e criticou o vazamento de informações relacionadas a tratativas de colaboração que não chegaram a ser formalizadas. O episódio amplia a série de desdobramentos envolvendo investigações sobre operações ligadas ao Banco Master e mantém sob atenção das autoridades as relações entre agentes públicos e empresas que atuaram no mercado de crédito consignado na Bahia.

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