ALERTA: Moraes segura julgamento de precatórios enquanto esposa mantém contrato milionário com Banco Master
Ministro do STF pediu vista em processo de R$ 5 bilhões e só devolveu após mais de um ano; contrato de R$ 131 milhões entre Viviane Barci e instituição de Daniel Vorcaro levanta suspeitas de conflito de interesses

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve por mais de um ano sob sua análise um processo que poderia beneficiar o Banco Master, instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro. O caso envolvia a antecipação de cerca de R$ 5 bilhões em precatórios do setor sucroalcooleiro, medida que, segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, poderia abrir precedente para outras 26 empresas, com impacto superior a R$ 100 bilhões aos cofres públicos.
O pedido de vista foi feito em novembro de 2024, e o processo só retornou ao plenário em fevereiro de 2026, quando Moraes acompanhou a maioria contra a liberação dos valores. Nesse intervalo, sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, firmou contrato de R$ 131 milhões com o Banco Master, em janeiro de 2024. Documentos analisados pela Polícia Federal indicam que o próprio ministro teria editado o contrato, o que intensificou questionamentos sobre possível conflito de interesses.
A defesa de Viviane Barci afirmou que Moraes apenas foi consultado sobre aspectos legais e que não havia previsão de atuação do Master no STF. O ministro não respondeu às perguntas da imprensa sobre o caso.
O Banco Master, que atuava na compra de precatórios com deságio, enfrentou grave crise de liquidez em 2025 e acabou liquidado pelo Banco Central após suspeitas de irregularidades. O episódio reforça dúvidas sobre transparência e ética na relação entre magistrados e instituições financeiras, especialmente diante de contratos de valores tão elevados e processos de impacto bilionário.
A repercussão do caso mantém em evidência a necessidade de maior rigor na análise de potenciais conflitos de interesse dentro do Judiciário, em especial quando decisões podem afetar diretamente o mercado financeiro e as contas públicas.





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