Carlos Viana aciona STF e pede prisão de Janones por ataques a André Mendonça
Senador afirma que deputado extrapolou os limites da crítica política ao publicar vídeos com ofensas e acusações contra ministro da Corte

O senador Carlos Viana (PSD) protocolou junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que sejam adotadas medidas contra o deputado federal André Janones após a divulgação de vídeos em que o parlamentar faz ataques ao ministro André Mendonça. A iniciativa amplia a repercussão de uma disputa que já mobiliza aliados e adversários no cenário político nacional.
Segundo Viana, as declarações de Janones ultrapassam o campo do debate político e podem configurar ilícitos passíveis de apuração pela Justiça. O senador sustenta que o deputado dirigiu ofensas pessoais ao magistrado e apresentou acusações sem provas relacionadas à atuação de Mendonça em decisões recentes envolvendo a Polícia Federal.
O pedido apresentado ao STF inclui a abertura de investigação, a retirada do conteúdo das redes sociais e a análise de eventual responsabilização do parlamentar. Viana também defende que o próprio ministro André Mendonça seja formalmente ouvido e possa se manifestar sobre os fatos apontados na representação.
Ao justificar a medida, o senador comparou o episódio ao caso do ex-deputado Daniel Silveira, que foi alvo de decisões da Suprema Corte após publicações direcionadas a ministros do tribunal. Para Viana, situações com características semelhantes devem receber tratamento equivalente das autoridades competentes.
Os vídeos que motivaram a ação foram publicados por Janones nas redes sociais no início de setembro. Nas gravações, o deputado chama Mendonça de “vagabundo” e afirma que o ministro teria interferido para afastar investigações que poderiam alcançá-lo, acusações que, até o momento, não foram acompanhadas de provas públicas.
O caso deve agora seguir os trâmites legais no STF, que analisará os pedidos apresentados. Até o momento, a apresentação da representação não significa abertura automática de inquérito nem acolhimento das medidas solicitadas, cabendo à Corte e aos órgãos competentes decidir sobre os próximos passos.





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