Flávio Bolsonaro aciona TSE e pede cassação da chapa Lula-Alckmin por suposta rede de desinformação
Ação eleitoral aponta 218 publicações consideradas falsas ou descontextualizadas, com alcance estimado de 11,6 milhões de visualizações, e solicita a suspensão de 32 perfis nas redes sociais

A campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) protocolou nesta quinta-feira (8) uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a cassação da chapa formada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo vice Geraldo Alckmin (PSB). A representação sustenta que uma rede organizada de perfis no Instagram teria disseminado informações falsas ou fora de contexto com potencial de influenciar o processo eleitoral.
Segundo a petição, foram identificadas 218 publicações classificadas pela campanha de Flávio como conteúdos falsos ou descontextualizados, disseminadas por perfis ligados ao campo político de apoio ao presidente. O levantamento afirma que esse material alcançou aproximadamente 11,6 milhões de visualizações em cerca de 62 horas, período compreendido entre os dias 5 e 7 de outubro.
Entre os pedidos liminares apresentados ao TSE está a suspensão de 32 perfis apontados como núcleos de produção e difusão de desinformação até o encerramento do segundo turno. A ação também solicita a remoção de publicações contestadas, a interrupção da distribuição do conteúdo e a identificação dos responsáveis por contas consideradas anônimas.
Os advogados da campanha argumentam que a estratégia teria utilizado de forma intensiva o recurso de coautoria do Instagram, conhecido como “collab”, ferramenta que permite que uma mesma publicação seja compartilhada simultaneamente por diferentes contas. De acordo com a representação, o mecanismo teria ampliado significativamente o alcance das mensagens questionadas.
A peça apresentada à Corte eleitoral sustenta que a suposta atuação coordenada configuraria abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação social. Por essa razão, além da suspensão das contas, a campanha pede que, ao final do processo, sejam aplicadas as sanções previstas na legislação eleitoral, incluindo a cassação do registro ou diploma dos candidatos eventualmente beneficiados e a declaração de inelegibilidade dos responsáveis, conforme o grau de participação apurado durante a investigação.
Até o momento, caberá ao Tribunal Superior Eleitoral analisar os pedidos e decidir sobre a adoção de medidas emergenciais, bem como sobre a abertura das etapas de instrução do processo.





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