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Gaspar acusa Lula de mirar a direita após operação contra Mario Frias

10 de set.
2 min de leitura



Vice de Flávio Bolsonaro critica investigação sobre emendas destinadas ao filme “Dark Horse” e fala em tentativa de “fabricar notícias”


Lula Marques/ Agência Brasil
Lula Marques/ Agência Brasil

O deputado estadual Alfredo Gaspar (PL), que compõe a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) como candidato a vice, acusou nesta quinta-feira (10) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de atuar politicamente para atingir adversários da direita após a deflagração de uma operação da Polícia Federal contra o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e pessoas ligadas ao filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).


A investigação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), apura suspeitas envolvendo o repasse e a aplicação de recursos oriundos de emendas parlamentares destinadas a entidades e pessoas relacionadas ao projeto audiovisual. A operação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em diferentes estados e mira supostas irregularidades na utilização dos recursos públicos.


Em declaração à imprensa, Gaspar afirmou que o governo federal estaria em busca de um “fato novo” para desgastar a oposição em meio ao cenário eleitoral. Segundo ele, há uma tentativa de criar narrativas políticas a partir da investigação. “Eles querem fabricar notícias e criar narrativas”, declarou o parlamentar, ao ressaltar que a operação teria motivação política.


A Polícia Federal, por sua vez, investiga indícios de que parte dos recursos destinados a entidades ligadas à produtora Karina Ferreira da Gama, associada ao filme Dark Horse, não teria comprovação documental adequada. Os investigadores apontam suspeitas de irregularidades que incluem possível desvio de recursos públicos e movimentações financeiras consideradas atípicas.


Entre as medidas determinadas pelo STF estão restrições impostas a Mario Frias, como a proibição de deixar o país e de manter contato com outros investigados. As determinações fazem parte da Operação Make Up, conduzida pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU).


Aliados do campo bolsonarista reagiram à operação em defesa dos investigados. O ex-secretário de Comunicação da Presidência Fábio Wajngarten manifestou apoio à produtora Karina Gama e criticou a ação policial, afirmando que ela estaria sendo submetida a constrangimentos indevidos.


Até o momento, os investigados negam irregularidades. A apuração segue sob responsabilidade da Polícia Federal e deverá avançar a partir da análise do material apreendido durante as buscas.

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