Justiça mantém prisão preventiva de Deolane Bezerra
Influenciadora é acusada de lavagem de dinheiro e ligação com o PCC

A Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão preventiva da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, investigada por suposta participação em esquema de lavagem de dinheiro associado ao tráfico de drogas e ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão foi tomada pela 3ª Vara de Presidente Prudente, que entendeu estarem presentes os requisitos para a medida cautelar, como a garantia da ordem pública e o risco de continuidade das atividades ilícitas.
Deolane foi presa em maio durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, que apontou movimentações financeiras superiores a R$ 140 milhões em operações suspeitas. Segundo os investigadores, a advogada teria papel relevante no núcleo financeiro da facção criminosa, utilizando empresas de fachada e depósitos fracionados para ocultar recursos provenientes do tráfico.
A defesa da influenciadora afirma que os valores movimentados têm origem lícita, como honorários advocatícios, e considera a prisão “manifestamente ilegal e desproporcional”. Recursos já foram apresentados ao Tribunal de Justiça de São Paulo, ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal, mas todos os pedidos de habeas corpus foram negados.
Atualmente, Deolane cumpre prisão na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista. Além dela, outros investigados permanecem foragidos, entre eles Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinhos de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo do PCC.
A manutenção da prisão preventiva reforça a gravidade das acusações e a complexidade da investigação, que segue em andamento sem previsão de julgamento definitivo.





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