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Master pagou R$ 33 milhões a ex-diretora de instituto fundado por Gilmar Mendes, aponta PF

17 de set.
2 min de leitura

Auditoria interna obtida pela Polícia Federal identificou repasse milionário a escritório de advogada citada em mensagens como “canal direto com o STF”



Reprodução
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A Polícia Federal identificou documentos que apontam o pagamento de R$ 33 milhões, em 2024, pelo Banco Master ao escritório da advogada Dalide Corrêa, ex-diretora do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento, Ensino e Pesquisa (IDP), instituição fundada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. As informações constam de uma auditoria interna relacionada à operação entre o Banco de Brasília (BRB) e o Master, que foi apreendida e analisada pelos investigadores.


Segundo os documentos, o escritório de Dalide recebeu a segunda maior quantia destinada pelo banco a bancas de advocacia no período analisado. A auditoria registra que os gastos totais do Banco Master com serviços jurídicos alcançaram R$ 215 milhões em 2024, ante R$ 76 milhões no ano anterior. Entre os desembolsos destacados estão R$ 40 milhões destinados ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes e os R$ 33 milhões pagos à banca de Dalide Corrêa.


O nome da advogada também aparece em conversas entre executivos do banco obtidas pela PF. Em mensagens analisadas pelos investigadores, ela teria sido mencionada como um “canal direto com o STF”, expressão que chamou a atenção das autoridades durante o exame do material apreendido. Até o momento, contudo, a Polícia Federal não apresentou conclusão sobre a legalidade do contrato nem informou a realização de diligências específicas para verificar os serviços prestados pelo escritório.


Em nota divulgada por sua assessoria, Dalide Corrêa afirmou que jamais atuou para o Banco Master no Supremo Tribunal Federal e que nunca procurou ministros da Corte para tratar de temas ligados à instituição financeira. A defesa sustenta que o trabalho desenvolvido pelo escritório estava relacionado a processos originalmente movidos por empresas que posteriormente transferiram créditos ao banco, restringindo-se à atuação em instâncias de primeira e segunda instâncias da Justiça.


Dalide integrou a direção do IDP até 2017. De acordo com relatos publicados pela imprensa, ela e Gilmar Mendes se afastaram após divergências na gestão da instituição. Pessoas próximas ao ministro afirmam que não existe relação de proximidade entre os dois desde sua saída do instituto. As investigações da PF, por sua vez, não apontam envolvimento de ministros do STF nem registram diligências direcionadas à Corte no âmbito desse caso.


A auditoria segue em análise pela Polícia Federal, que busca compreender a justificativa para os elevados gastos jurídicos registrados pelo Banco Master e seu impacto sobre a operação financeira examinada.

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