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Eduardo Bolsonaro diz que STF pode contestar vitória de Flávio e cita possível reação dos EUA

17 de set.
2 min de leitura

Atualizado: 18 de set.



Ex-deputado afirmou, em agenda nos Estados Unidos, que ministros da Corte podem sofrer sanções caso não reconhecessem eventual resultado eleitoral


Mathias Brotero/R7
Mathias Brotero/R7

WASHINGTON, D.C. - O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (17) que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) poderiam vir a contestar uma eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro em uma disputa presidencial e que, diante desse cenário, os Estados Unidos poderiam adotar sanções individuais contra integrantes da Corte.


A declaração foi feita durante compromissos em Washington, onde Eduardo esteve acompanhado do jornalista Paulo Figueiredo. Os dois afirmaram ter se reunido com representantes da Casa Branca e do Departamento de Estado norte-americano, embora não tenham revelado a identidade dos interlocutores.


Ao comentar recentes divergências entre ministros do STF, Eduardo levantou a hipótese de que uma futura eleição vencida por Flávio Bolsonaro pudesse ser interpretada por integrantes da Corte como um desdobramento de supostos atos antidemocráticos. Segundo ele, numa situação desse tipo, o governo dos Estados Unidos poderia deixar de reconhecer o resultado eleitoral brasileiro e aplicar punições direcionadas aos magistrados envolvidos.


"Quando Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes foram criticar André Mendonça, o que é que eles falaram? Falaram que aquilo ali era uma continuação do golpe (…) Se eles [os ministros do STF] entenderem que a eleição do Flávio é um ato de golpismo, os EUA podem perfeitamente não reconhecer a eleição brasileira e sancionar individualmente esses ministros", declarou.


A fala ocorre em meio à repercussão de discussões envolvendo relações entre Brasil e Estados Unidos e de debates sobre garantias para a realização das eleições de 2026. Eduardo também afirmou enxergar espaço para uma atuação mais incisiva do governo norte-americano em temas relacionados ao processo eleitoral brasileiro.


Durante a visita à capital americana, o ex-deputado voltou a defender a ampliação de medidas contra ministros do STF com base na Lei Global Magnitsky, mecanismo utilizado pelos Estados Unidos para sancionar indivíduos acusados de violações de direitos ou práticas consideradas incompatíveis com os interesses da política externa americana.



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