Mensagens entre Vorcaro e Alcolumbre ampliam pressão por reativação do Conselho de Ética do Senado
Partido Novo leva conversas reveladas pela imprensa ao STF e cobra prioridade em ação; representação relacionada ao caso Banco Master permanece sem análise

Brasília - A divulgação de mensagens que indicam uma relação próxima entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, elevou a pressão política e jurídica pela retomada dos trabalhos do Conselho de Ética da Casa. O material, revelado por veículos de imprensa nos últimos dias, foi incorporado pelo Partido Novo a uma ação em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), na qual a legenda pede que o colegiado volte a funcionar.
Segundo o partido, as conversas configuram um fato novo capaz de reforçar a necessidade de instalação imediata do Conselho de Ética, que não realiza atividades regulares há mais de dois anos. A ação está sob relatoria da ministra Cármen Lúcia, e o Novo solicitou prioridade na análise do processo.
A iniciativa ocorre em meio à existência de uma representação relacionada às tentativas de apuração do Banco Master que envolve o presidente do Senado. O procedimento, contudo, segue sem andamento justamente em razão da paralisação do colegiado responsável por examinar questões de ética e decoro parlamentar. De acordo com informações já divulgadas, o caso permanece sem apreciação formal.
As mensagens, extraídas pela Polícia Federal durante investigações envolvendo Vorcaro e posteriormente divulgadas pela imprensa, mostram troca de manifestações de amizade entre o empresário e Alcolumbre. Para o Novo, o conteúdo reforça a necessidade de análise institucional sobre eventual conflito de interesses. A legenda sustenta que cabe ao Conselho de Ética avaliar a natureza e os desdobramentos dessa relação, e não deixar a questão sem exame por falta de funcionamento do órgão.
A defesa de Alcolumbre tem rejeitado qualquer irregularidade. Em nota divulgada após a publicação das reportagens, o senador afirmou que as conversas possuem caráter pessoal e não demonstram ilegalidade. O presidente do Senado também classificou as acusações como ataques à sua honra e negou que os diálogos revelem qualquer conduta incompatível com o exercício do cargo.
Já o Senado argumenta que a instalação do Conselho de Ética depende de uma série de procedimentos institucionais e não pode ser determinada por um ato isolado da Presidência da Casa. A justificativa foi apresentada no âmbito da discussão judicial sobre o funcionamento do colegiado.
Com os novos capítulos, a ausência de um Conselho de Ética em funcionamento passou a ocupar o centro do debate. Para críticos da atual situação, a paralisação impede que representações contra parlamentares avancem e dificulta a apuração de episódios que possam envolver questionamentos sobre conduta pública.





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