Viana rompe alinhamento do PSD, apoia Flávio Bolsonaro e volta a defender impeachment de Moraes
Senador mineiro diz que pretende disputar a Presidência do Senado e promete dar andamento a pedidos contra ministro do STF caso chegue ao comando da Casa

O senador Carlos Viana (PSD-MG) anunciou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, em um movimento que o afasta da campanha do presidenciável de seu próprio partido, Ronaldo Caiado (PSD). A manifestação foi feita nas redes sociais e amplia a aproximação do parlamentar mineiro com setores do campo conservador nas eleições de 2026.
Ao justificar a decisão, Viana afirmou que optou por apoiar Flávio já no primeiro turno, defendendo o que chamou de posicionamento político mais definido. O senador também intensificou o discurso voltado ao eleitorado de direita ao destacar pautas relacionadas ao Judiciário e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante a declaração, o parlamentar reafirmou a intenção de disputar a Presidência do Senado em uma futura composição da Mesa Diretora. Segundo ele, caso alcance o comando da Casa, uma de suas prioridades será analisar pedidos de impeachment apresentados contra o ministro Alexandre de Moraes, tema que há anos gera debates entre parlamentares de oposição e apoiadores do governo.
A posição de Viana tem potencial para provocar novos desgastes dentro do PSD. Além de abandonar o palanque presidencial do partido, o senador sinaliza uma estratégia eleitoral voltada à aproximação com figuras do bolsonarismo, em um momento em que busca a reeleição para o Senado por Minas Gerais.
Nos bastidores, aliados avaliam que o apoio a Flávio Bolsonaro busca fortalecer a identificação de Viana com o eleitorado conservador mineiro. A movimentação ocorre em meio à disputa por espaço na direita e à corrida pelas vagas do Senado, considerada estratégica para o equilíbrio de forças entre Congresso, governo e Supremo nos próximos anos.
A declaração também reacendeu discussões sobre o papel do Senado na análise de pedidos de impeachment de ministros do STF. Embora existam diversas solicitações protocoladas ao longo dos últimos anos, a tramitação desses processos depende de decisões da presidência da Casa, tornando o tema recorrente nas disputas internas pelo comando do Legislativo.





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