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Mulher de Moraes assinou contrato após encontro com Vorcaro, aponta PF

1 de set.
2 min de leitura

Investigação revela contratos milionários entre escritório de Viviane Barci de Moraes e empresas ligadas ao banqueiro, com participação direta do ministro Alexandre de Moraes na edição de documentos


Reprodução: fotomontagem
Reprodução: fotomontagem


A Polícia Federal identificou que a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, firmou contratos de alto valor com empresas controladas pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo relatório da corporação, os acordos foram assinados após encontros entre Moraes e Vorcaro, e parte das negociações envolvia pagamentos em cotas de aeronaves.


O primeiro contrato, datado de janeiro de 2024, foi firmado entre o Banco Master e o escritório de Viviane, no valor de R$ 131 milhões, com pagamentos mensais de cerca de R$ 3 milhões. O documento previa atuação em processos junto à Polícia Federal, Receita Federal, Banco Central e Congresso. Já em maio de 2025, uma minuta de contrato com a Viking Participações, também de Vorcaro, estipulava R$ 50 milhões, sendo R$ 40 milhões em cotas de um jatinho e um helicóptero, além de R$ 10 milhões em reembolso de despesas de voos.


Metadados analisados pela PF mostram que Alexandre de Moraes editou a minuta do contrato de R$ 131 milhões, o que levantou questionamentos sobre sua participação direta nas tratativas. Mensagens de WhatsApp revelam ainda que Viviane enviou minutas de contrato ao banqueiro, reforçando a proximidade das negociações.


Em nota, o escritório de Viviane afirmou que apenas o contrato com o Banco Master foi assinado e que o vínculo foi encerrado após a liquidação da instituição. O segundo contrato, envolvendo aeronaves, não teria sido formalizado. Vorcaro, por sua vez, classificava o acordo como “o mais importante do banco” e cobrava executivos para evitar atrasos nos pagamentos.


As revelações vieram à tona após o ministro André Mendonça, do STF, retirar o sigilo das mensagens e documentos apreendidos. O caso reacende o debate sobre possíveis conflitos de interesse envolvendo ministros do Supremo e contratos privados de familiares. A Procuradoria-Geral da República deve se manifestar sobre os relatórios da PF, que podem abrir caminho para novos desdobramentos políticos e jurídicos.

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