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PF conclui que jornalista não cometeu crime ao denunciar Flávio Dino

19 de ago.
1 min de leitura


Relatório enviado ao STF aponta que Luís Pablo agiu dentro da liberdade de imprensa, apesar de ter se tornado alvo de investigação autorizada por Alexandre de Moraes


Reprodução
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A Polícia Federal concluiu que o jornalista maranhense Luís Pablo não cometeu crime ao publicar reportagens críticas envolvendo o então ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino. O relatório encaminhado ao STF afastou suspeitas de violação de sigilo funcional e de recebimento de valores para atacar Dino, contrariando a investigação aberta pelo ministro Alexandre de Moraes, que havia autorizado buscas e apreensões contra o comunicador e seus supostos colaboradores.


As reportagens de Pablo tratavam do uso de veículos oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares de Dino, tema que motivou a apuração. Durante a investigação, a PF identificou um depósito de R$ 100 mil relacionado ao jornalista, mas destacou que não há elementos que comprovem vínculo entre a quantia e sua atividade profissional. O documento ressalta que a atuação de Pablo está amparada pela Constituição, que garante a liberdade de imprensa, e que não foram encontrados indícios de crime em sua conduta.


A investigação também envolveu o ex-secretário estadual Raimundo Cutrim e o advogado Diogo Diniz Lima, apontados como possíveis fontes de informações. No entanto, a PF diferenciou a atuação de agentes públicos que poderiam ter repassado dados sigilosos da atividade jornalística de Pablo, considerada legítima.


Enquanto Moraes sustentava haver indícios de perseguição, a conclusão da PF reforça a importância da liberdade de expressão e da atividade jornalística como pilares democráticos.




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