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Líder dos delegados da PF critica uso de relatório por Moraes e defende identificação de conversas com Vorcaro

5 de set.
2 min de leitura

Edvandir Paiva afirma que documento de inteligência não deveria ter saído da corporação e reforça que a Polícia Federal apenas cumpriu ordem judicial de André Mendonça


Jefferson Rudy/Agência Senado
Jefferson Rudy/Agência Senado

O presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), Edvandir Paiva, se posicionou contra a utilização de um relatório interno da corporação pelo ministro Alexandre de Moraes em processo contra o colega de Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. Segundo Paiva, o material é “totalmente irregular” e não deveria ter circulado fora da PF, já que se trata de um documento de inteligência sem valor probatório. A informação foi veiculada no Estadão.


O relatório, entregue ao STF pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, foi usado por Moraes para acusar Mendonça de abuso de autoridade no âmbito do inquérito das Fake News. O documento inclui mensagens entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, que buscava orientação sobre deixar o país diante das investigações relacionadas ao chamado Caso Master.


Paiva destacou que os delegados apenas cumpriram ordem judicial de Mendonça ao identificar as conversas entre Moraes e Vorcaro, não havendo irregularidade na conduta da equipe. Ele também relatou “estranheza muito grande” entre os policiais com a divulgação do relatório, que não segue o formato usual da corporação e sequer traz autoria definida.


Para o líder da ADPF, a exposição do material pode ter comprometido investigações em andamento, ao revelar alvos que ainda não sabiam estar sob apuração. Ele lembrou que a doutrina de inteligência da PF proíbe a inclusão desse tipo de documento em processos criminais, justamente para evitar prejuízos às apurações.


Enquanto Moraes utilizou o relatório para sustentar acusações contra Mendonça, Paiva reforça que a corporação agiu dentro da legalidade e que o documento jamais deveria ter sido usado como prova em processo judicial.


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