PF identifica seis encontros entre banqueiro Vorcaro e ministro Alexandre de Moraes
Mensagens extraídas do celular do dono do Banco Master revelam reuniões em diferentes ocasiões entre novembro de 2024 e agosto de 2025

A Polícia Federal identificou pelo menos seis encontros entre o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. As reuniões foram registradas em mensagens extraídas do celular de Vorcaro, apreendido durante a Operação Compliance Zero e tornado público após decisão do ministro André Mendonça, relator do chamado Caso Master no STF.
De acordo com os registros, os encontros ocorreram entre novembro de 2024 e agosto de 2025. Em 15 de novembro de 2024, Vorcaro informou à filha que estava “com Alexandre Moraes”, após intermediação do ex-ministro das Comunicações Fábio Faria. Em 19 de março de 2025, um funcionário avisou que o “Min Alexandre chegou” em Brasília, e o banqueiro confirmou a presença do ministro a interlocutores, incluindo um diretor do Banco Central. No mês seguinte, em 19 de abril, Vorcaro relatou estar “indo encontrar Alexandre Moraes aqui perto de casa”, mencionando que o ministro passava o feriado em Campos do Jordão. Outros encontros foram registrados em 29 de abril, 21 de maio e 8 de agosto de 2025, sempre com referência direta ao ministro.
Além das reuniões, o relatório da PF aponta que o escritório da advogada Viviane de Moraes, esposa do ministro, firmou contrato com Vorcaro no valor de R$ 131 milhões em três anos. Metadados do documento indicam edição feita por um usuário identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”. Em mensagens privadas, Vorcaro chegou a afirmar ter uma “dívida de vida” com o magistrado, agradecendo por “tudo” e destacando que sua família e parceiros compartilhavam esse sentimento.
As revelações reforçam a proximidade entre o banqueiro e o ministro do STF, levantando questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse e influência política. O caso segue em análise no Supremo, com a Procuradoria-Geral da República acionada para se manifestar.





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