Escritório deixa defesa de Bolsonaro após recuo em pedido de suspensão de pena
Banca Ávila de Bessa anuncia saída do caso da trama golpista e atribui decisão a mudança na estratégia jurídica do ex-presidente

O escritório Ávila de Bessa anunciou nesta quinta-feira que não atuará mais na defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo relacionado à suposta tentativa de "golpe de Estado" em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). A saída ocorre poucas horas após a própria banca protocolar e, em seguida, desistir de um pedido para suspender a execução da pena imposta ao ex-chefe do Executivo.
A solicitação havia sido apresentada ao ministro Kassio Nunes Marques, relator de uma revisão criminal movida pela defesa. O objetivo era interromper temporariamente o cumprimento da condenação de 27 anos e três meses de prisão até a análise definitiva do recurso pelo Supremo. Entretanto, a petição foi retirada no mesmo dia.
Em nota, o escritório afirmou que a decisão decorre de uma reavaliação da estratégia adotada pela equipe jurídica. Segundo o comunicado, a condução do processo passará a ficar exclusivamente sob responsabilidade dos advogados que já atuavam na defesa de Bolsonaro durante a ação penal.
Nos bastidores, a retirada do pedido teria exposto divergências entre integrantes da defesa sobre a melhor linha de atuação no Supremo. Reportagens publicadas por diferentes veículos apontam que o recuo ocorreu após mudanças de entendimento dentro da equipe jurídica.
O pedido de suspensão da pena estava vinculado à tese de que haveria questionamentos sobre a competência da Primeira Turma do STF para julgar o caso. A defesa sustentava que o tema deveria ser analisado pelo plenário da Corte, em razão da natureza dos fatos atribuídos ao ex-presidente. Apesar da desistência da medida cautelar, a revisão criminal segue em tramitação.
Com a saída do escritório Ávila de Bessa, a defesa de Bolsonaro passa por mais uma reorganização em um momento considerado decisivo da disputa jurídica envolvendo a condenação imposta pelo Supremo.





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